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Francisco Alves, o rei da voz Imprimir E-mail
16 de julho de 2009

Espetáculo faz, hoje, apresentação única no Teatro Santa Roza, em João Pessoa, mostrando a vida e a obra de um dos maiores cantores brasileiros

espetáculo ‘Francisco Alves - O rei da voz’ fará apresentação única em João Pessoa. Será hoje, a partir das 20 horas, no Teatro Santa Roza. Os ingressos custam R$ 40,00 e R$ 20,00. Eduardo Cabús é o protagonista da peça. Aos 18 anos, Francisco Alves era um jovem decidido a ser cantor. Embora as referências biográficas sempre enfatizem sua boa estrela ou sorte, o fato é que ele buscou exercer sua vocação com método e persistência e alcançou seu objetivo experimentando todas as dificuldades peculiares à carreira artística. Para se manter, aos 16 anos, foi trabalhar como operário em uma fábrica de chapéus e motorista de táxi. O primeiro disco foi gravado em 1919, o qual incluía: Pé de Anjo e Fala Meu Louro, ambas do compositor Sinhô. Com a mudança do nosso sistema fonográfico ele gravou o primeiro disco elétrico do Brasil, o histórico Odeon 10.001 e tornou-se o príncipe dos cantores brasileiros. Mito da MPB, sua biografia é repleta de episódios que misturam romance, drama e detalhes curiosos da sua personalidade, daí a sua condição mítica. Ele estava no rádio, no cinema e nas revistas do mundo artístico. Era um leonino (do signo astrológico de leão). Apesar da costumeira cabeça no lugar, podia agir por impulso, cometer atos impensados, como o casamento, em 5 de maio de 1920, com Perpétua Guerra Tutoya, a Ceci, que conhecera no meio da boemia, no bairro da Lapa. O enlace durou uma semana. Sobre o casamento Francisco Alves declarou que decidiu em "um momento de loucura". No mesmo ano começou uma relação com a dançarina e atriz Célia Zennati, mantendo a união por 28 anos. Francisco Alves, por sua figura humana assume dimensão de personagem de romance, protagonista de crônica, herói de ficção. Era um artista carismático, amado, famoso e rico.

Aos 54 anos, Francisco Alves dominava completamente a dinâmica de sua bem- sucedida vida de estrela da música popular brasileira. Tinha medo de avião, horror a acidentes, pavor de morrer carbonizado, como Carlos Gardel. O destino porém, é indiferente as preferências e providências dos mortais. Francisco Alves morreu ao anoitecer, às 18h30, do dia 27 de setembro de 1952, na rodovia Presidente Dutra, quando voltava de São Paulo para fazer seu programa na Rádio Nacional.

EDUARDO CABÚS

Com formação na UF. da Bahia, Academia de Arte Dramática Silvio D´amico (Roma),Real Escola de Arte Dramática (Madri), Academia de Arte Dramática e Instituto Asiático de Cultura e Teatro Oriental (Nova Delhi), Universidade Internacional de Teatro (Paris e Lyon), Estágios sobre técnicas e métodos teatrais pelo Conselho Britânico(Londres).

Especializações em: "Música no Folclore" - Instituto de Alta Cultura de Lisboa. "Música na Cena Espanhola" - Cátedra Tirso de Molina de Madrid. "Técnica Musical Indiana" - Instituto Asiático de Nova Delhi/Índia. "Psicologia através da Música" - Universidade Internacional em Paris.

Coordenador Artístico da Orquestra Afro-Brasileira - Bahia. Professor convidado do Conservatório de Música da Universidade de Manaus. Dirigiu e atuou em inúmeros espetáculos de teatro no Brasil e no exterior. Seus conhecimentos na área musical inclui estudos na Escola de Música da Bahia(canto). Estudou rítmica e canto com Suzzetti Peleracci e voz com Anna Adler.

NANCY MONÇORES

Atuou nos seguintes espetáculos: O Sobrenatural e o Riso em Shakespeare, A Escolha de Ariovaldo Matos, Jung – Do Divã ao Divino de Álvaro César Guimarães, com temporada no Rio de Janeiro e em Lisboa/Portugal. Recentemente interpretou Joana na peça de Luiz Carlos Manoel – "Lembranças de um Um Sonho" com direção de Regiana Antonini.

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Músicas

Elizeu Coutinho

Violinista e Violoncelista - Formado em Teoria e Harmonia no Conservatório Brasileiro de Música e especialização em Harmonia Funcional. Integrou a Orquestra Sómusica e é da Orquestra Rio Camerata. Já se apresentou nos principais teatros e salas de concertos do Rio de janeiro em outros Estados Brasileiros e no Exterior.

Filipe d’Assumpção

Pianista - Nasceu em Macau, ex- colônia portuguesa.Vive no Rio de Janeiro há 36 anos.Pianista formado pela Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro e é professor de Piano e de Canto. Foi membro de várias orquestra e se apresentou como solista nas principais capitais brasileiras.

Pedro Chvidchenko

Clarinetista Formação erudita. Formado pela Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professor de Clarinete. Já se apresentou em vários teatros e salas de espetáculos da cidade do Rio de Janeiro e recitais. Apresentações com Orquestras Sinfônicas.

editoração: júnior damasceno

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