O Brasil enfrenta a França, hoje, às 17h, em Boston, nos Estados Unidos, em amistoso da reta final na preparação para a Copa do Mundo. O confronto é apenas o nono jogo de Carlo Ancelotti à frente da Seleção Brasileira. Nesta Data Fifa, o time verde-amarelo ainda vai jogar contra a Croácia, algoz da última edição Mundial, na terça-feira (31). A convocação final para a maior competição de futebol do planeta ocorre no dia 18 de maio.
Para o confronto contra a França, Carlo Ancelotti teve uma preparação conturbada. Desde segunda-feira (23), quando os atletas começaram a se apresentar em Orlando, Estados Unidos, onde a equipe treina, o técnico encontrou dificuldades para contar com todos os convocados. Somente ontem, no último treino da Seleção Brasileira antes do amistoso, o italiano teve o elenco completo, exceção do zagueiro Marquinhos. Na coletiva pré-jogo, o italiano confirmou que terá Léo Pereira como titular e que continuará com o esquema com quatro atacantes (Raphinha, Matheus Cunha, Luiz Henrique e Vini Jr.).
“É uma Data Fifa complicada para todos. Para nós é um teste importante, contra uma equipe que pode ser favorita na Copa. Queremos mostrar uma boa atitude e qualidade. [...] Em geral, o trabalho de treinador nos últimos anos mudou. Todos os treinadores lamentam a falta de tempo para treinar. É bastante normal não ter tempo. Tem que focar o trabalho na qualidade dos treinamentos, das reuniões... É muito importante a preparação, a metodologia no treinamento para preparar bem”, destacou Ancelotti.
Para hoje, Ancelotti pode contar com os seguintes nomes: Bento, Ederson e Hugo Souza para o gol; Douglas Costa, Kaiki, Wesley e Danilo para as laterais; Bremer, Ibañez e Léo Pereira para a zaga; Andrey Santos, Casemiro, Danilo, Fabinho e Gabriel Sara para o meio de campo; e Endrick, Igor Thiago, Gabriel Martinelli, João Pedro, Luiz Henrique, Matheus Cunha, Raphinha, Rayan e Vini Jr. para o ataque.
França
Recuperado de lesão, Kylian Mbappé é o destaque da lista de convocados do técnico Didier Deschamps. O treinador conta com elenco extraordinário do meio para frente: Camavinga (Real Madrid/ESP); N’Golo Kanté (Fenerbahçe/TUR); Manu Koné (Roma/ITA); Rabiot (Milan/ITA); Tchouaméni (Real Madrid/ESP); Dembélé (PSG/FRA); Desiré Doue (PSG/FRA); Hugo Ekitike (Liverpool/ING); e Michael Olise (Bayern de Munique/ALE).
“A França é uma equipe de qualidade. Tem qualidade em todos os aspectos. Tem qualidade na frente, velocidade. É muito importante para a Seleção jogar com equilíbrio. Depois, estamos focados na qualidade da nossa equipe que é muita. Brasil também pode jogar em contra-ataque, com posse de bola e pode jogar muito bem”, opinou Ancelotti sobre o rival de hoje.
Retrospecto
Em 16 jogos, o Brasil soma sete vitórias, contra cinco triunfos da França, tendo ainda quatro empates. Pela Copa do Mundo, estiveram frente a frente em apenas quatro oportunidades, tendo inscrito capítulos históricos, incluindo semifinal, decisão de título e eliminações traumáticas. O retrospecto mostra vantagem para os franceses, que têm duas vitórias (1998 e 2006), um empate (em 1986, com triunfo europeu nos pênaltis), além de uma vitória brasileira (1958).
Protagonista
Vini Jr. foi o jogador escolhido para conceder entrevista coletiva ontem, antes da partida contra a França. O brasileiro voltou a brilhar com a camisa do Real Madrid e destacou que quer ser protagonista também com a camisa da Seleção. “Imagino que todo mundo queira que eu seja um dos protagonistas. Estou preparado para todos os desafios da minha carreira. Já joguei uma Copa do Mundo, não quero voltar a perder”, disse.
Na entrevista, Vini foi questionado sobre o favoritismo do Brasil para ganhar a Copa do Mundo. O jogador foi honesto e pontuou sobre o ciclo “atropelado” do time verde-amarelo. Desde a eliminação para a Croácia na Copa de 2022, já estiveram à frente da Seleção, Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior.
“Acredito que não é a favorita pelos resultados que tivemos. Mas o peso da camisa, peso dos jogadores que temos aqui. Só falta encaixar, depois que o Ancelotti chegou, a gente tem uma ideia melhor de jogo. Ele tira muito o peso de nós. É fazer de tudo para colocar o Brasil no topo mais uma vez. A gente não quer o favoritismo, quer colocar o Brasil no topo”, afirmou.
Últimas vagas?
Hoje inicia-se a definição das últimas seis vagas para a Copa do Mundo sediada nos Estados Unidos, Canadá e México. Na Europa, 16 países seguem na briga por quatro lugares na fase de grupos do torneio. Tetracampeã do mundo, a Itália esteve fora das últimas duas edições e busca retornar à competição. O time comandado por Gennaro Gattuso encara a Irlanda do Norte.
Se vencer, a Azzurri enfrenta o vencedor da partida entre País de Gales e Bósnia e Herzegovina. As disputas são em jogo único: se houver empate, o enfrentamento segue para a prorrogação; persistindo a igualdade, o vencedor será conhecido nas penalidades. A repescagem europeia também conta com o único técnico brasileiro que ainda pode se classificar para a Copa. Sylvinho, ex-Corinthians e Lyon, comanda a Albânia, que visita a Polônia.
Fora do Velho Continente, seleções das outras cinco federações disputam duas vagas à Copa do Mundo na repescagem intercontinental. A Bolívia encara o Suriname de olho em voltar para a competição, pela primeira ,vez desde 1994. Se bater o adversário, o país decide sua classificação contra o Iraque. Na outra chave, a Jamaica mede forças com a Nova Caledônia, representante da Oceania. Os Reggae Boyz buscam o triunfo para disputar um lugar no torneio contra a República Democrática do Congo.
*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 26 de março de 2026.