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Botafogo x Sousa

Clubes fazem a 3ª final consecutiva

publicado: 10/03/2026 09h44, última modificação: 10/03/2026 09h44
Belo supera o Serra Branca no tempo regulamentar por 3 a 1 e Sousa elimina o Campinense na disputa de penalidades
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Nenê vibra com a vitória do Botafogo, que garantiu vaga na final do Estadual | Foto: João Neto/Botafogo

por Danrley Pascoal*

Os dois próximos finais de semana serão marcados por mais um grande capítulo da história do futebol paraibano. Botafogo e Sousa farão a terceira final consecutiva do Estadual (2024, 2025 e 2026). O confronto entre o clube da capital e o clube sertanejo tornou-se uma das maiores rivalidades da atualidade, recheado de polêmicas. Perdedor nas duas outras oportunidades, o Belo entra com espírito de revanche diante do Dino. Como das outras vezes, o primeiro jogo acontece no Marizão, domingo (15), às 17h; e o segundo, no Almeidão, sábado (21), às 16h45. 

Mateuzinho marcou o gol do Sousa no tempo normal e foi o craque do jogo | Foto: Reprodução/Instagram @sousa_ec

Fillipe Félix, presidente da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo, falou aos microfones da Rádio Tabajara sobre o esforço feito para que o Botafogo chegasse à final. O dirigente afirmou que houve o pagamento de “bicho” (premiação) para os atletas.

“A torcida merecia. O maior da Paraíba não merecia ficar sem Copa do Nordeste e sem Copa do Brasil. Conversei sobre isso com os atletas. Eu tive uma conversa bem séria com os eles, e a gente falou assim: cara, não tem como um time como o nosso ficar sem Copa do Nordeste e Copa do Brasil. Não tem lógica nenhuma. [...] O elenco está de parabéns, teve premiação obviamente. O maior tinha que estar na final do Paraibano”, destacou o gestor.

Do lado do outro finalista, Aldeone Abrantes não falou sobre o trabalho realizado até aqui, nem sobre o que espera da final. Nas redes sociais, o dirigente do Dino, bateu de frente com diretores do Campinense, que, segundo ele, menosprezaram o Sousa. Como de práxis em grandes triunfos de sua equipe, Aldeone cantou zombando do fato da Raposa, por mais uma temporada, ficar de fora da final do Estadual, da Copa do Nordeste de 2027 e da Copa do Brasil de 2027.

Quem comentou sobre o esforço do elenco para chegar à decisão foi o treinador Alessandro Telles. O técnico agradeceu a todos seus atletas. Ele chegou ao clube para substituir Leandro Campos poucos dias antes da estreia no Campeonato Paraibano. “Tenho orgulho de comandar esses caras. Eles aceitaram tudo que a gente falou quatro dias antes de começar o campeonato. Nós não tivemos tempo para treinar, mas o elenco foi assimilando, assimilando cada vez mais, e querendo”, afirmou.

VAR na final

Depois da classificação, Fillipe Félix cobrou que a Federação Paraibana de Futebol (FPF) disponibilize VAR nas duas partidas finais do Paraibano. “É necessário VAR, não tem como ficar sem a tecnologia na final. O árbitro fica perdido sem o VAR”, destacou o dirigente botafoguense. A tecnologia não foi usada em nenhuma rodada da fase classificatória, nem nas semifinais.

“Temos um campeonato que está sendo muito bom da arbitragem. A Federação está brilhando no campeonato, mas eu pedi para falar, em coletiva, um pouco sobre o VAR. Tem que ter VAR na final. Até para deixar o ambiente mais tranquilo. Nesses jogos [decisivos], os nervos ficam à flor da pele, não é culpa do árbitro, mas a ‘chinela’ canta. Nessas horas, o VAR vai ajudar”, completou Fillipe Félix.

Resultados

Os finalistas foram conhecidos depois de dois jogos emocionantes. No sábado (7), o Botafogo, depois de ter perdido por 1 a 0 na ida, venceu o Serra por 3 a 1. O gol da classificação alvinegra foi marcado aos 44 do segundo tempo por Dudu Nardini. Na outra ponta da semifinal, o Sousa ganhou por 1 a 0, o que levou o confronto para as penalidades já que o Campinense tinha vencido pelo mesmo placar na ida. O Dino bateu a Raposa por 4 a 2 nas cobranças.

Raposa na Série D

O Campinense estará de volta ao cenário nacional a partir de 2027. Mesmo com a derrota e eliminação para o Sousa, a Raposa garantiu vaga na Série D do próximo ano. O clube de Campina Grande não joga uma competição nacional desde 2023, quando atuou também pela Quarta Divisão, além da Copa do Nordeste e Copa do Brasil.

A classificação ocorreu porque o time de Evaristo Piza tem a segunda melhor campanha geral no Estadual, atrás apenas do Botafogo, que já tem lugar garantido ou na Série C; ou na B, caso conquiste o acesso; ou na D, se for rebaixado. O Sousa é o outro representante da Paraíba na última divisão do futebol nacional de 2027 via Campeonato Paraibano.

Apesar da classificação, Piza lamentou a eliminação. “Independente dessa vaga conquistada para a Série D, que acho importante para o clube no momento, queria muito chegar à final. Para o clube seria um calendário completo, com Copa do Brasil e Copa do Nordeste. Então, peço desculpas aos torcedores”, disse.

O treinador falou sobre um possível retorno para 2027. Segundo ele, já houve conversas, mas estava condicionado ao calendário. “Eu tenho uma boa relação com a diretoria. Eu quero retribuir todo o carinho desde a minha chegada. O dia de hoje mexeu bastante comigo [eliminação]. Tivemos uma torcida vibrante demais, que acompanhou o time o jogo todo, incentivando. Isso marca  a gente e deixa em aberto o desejo de retornar”, ressaltou.

Serra Branca

Com a eliminação para o Botafogo, o Carcará retém as atenções para o Campeonato Brasileiro Série D. O clube do Cariri inicia sua trajetória na competição no início de abril. Durante a primeira fase, jogará contra Retrô, Decisão-PE, Treze, Lagarto-SE e Sergipe, em duelos de ida e volta, pelo Grupo A9. A equipe precisa avançar até a terceira fase para garantir vaga na Quarta Divisão de 2027. Em relação a Copa do Brasil, tanto o Serra Branca como o Campinense ainda podem garantir a terceira vaga do estado via Copa Paraíba, que retorna no segundo semestre.

Outros estaduais

O fim de semana marcou o fim de muitos campeonatos estaduais pelo Brasil. No Rio de Janeiro, o Flamengo venceu o Fluminense. Em São Paulo, o Palmeiras ganhou do Novorizonte. No Rio Grande do Sul, o Grêmio levou a melhor sobre o Internacional. Em Minas Gerais, com porradaria no final entre jogadores atleticanos e cruzeirenses, a Raposa foi campeã. Em Pernambuco, o Sport bateu o Náutico. E na Bahia, o Tricolor de Aço derrotou seu rival Vitória e levou o título.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 10 de março de 2026.