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Douglas projeta melhor atuação contra o Haiti

publicado: 17/06/2026 09h32, última modificação: 17/06/2026 09h32
Paraibano vê adversário bem fisicamente e prega humildade para buscar a primeira vitória do Brasil na Copa do Mundo
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Douglas Santos (16) em ação contra Marrocos no empate de 1 a 1, em jogo de abertura, no último sábado (13), em Nova Jersey | Foto: Sebastião Moreira/EFE

por Danrley Pascoal*

O pessoense Douglas Santos foi o escolhido pela assessoria da Seleção Brasileira para ser o primeiro atleta a falar após o empate contra o Marrocos na estreia da Copa do Mundo. Ontem, o lateral-esquerdo, que deve ser titular na sequência do torneio, foi questionado por jornalistas sobre a atuação do Brasil no primeiro jogo, sobre o Haiti e sobre a expectativa de ter Neymar nas próximas partidas.

“Poderíamos ter jogado muito melhor, é fato. Poderíamos ter começado o jogo mais intensos do que começamos, dominado mais os espaços no campo. No primeiro tempo, deixamos a desejar, mas a entrega e a vontade não vão faltar nunca, ainda mais falando de Seleção em Copa do Mundo. A qualidade em si faltou um pouco. Mas com certeza iremos controlar a ansiedade e emoção, sabendo que a estreia passou. Sabendo que temos que fazer algo a mais no próximo jogo”, comentou o atleta em relação ao comportamento na estreia.

O torcedor vive a expectativa pela estreia de Neymar na Copa do Mundo. Douglas explicou como os jogadores têm vivido essa situação. “Nosso desejo é que o Neymar esteja 100%. Estamos orando para ele estar 100%, porque é um cara que vai nos ajudar bastante. É um ídolo para mim, e todos que aqui estão, até os mais jovens que o viu fazer história nos clubes e na Seleção. Cremos que ele estará pronto o mais breve possível para nos ajudar nessa caminhada brilhante”, disse.

O lateral projetou o jogo contra o Haiti, que perdeu por 1 a 0 na primeira rodada para a Escócia. Depois de ter empatado por 1 a 1, vencer é essencial para a Seleção Brasileira. “Haiti mostrou na estreia que está muito forte fisicamente. Teremos que jogar muito mais do que jogamos contra o Marrocos. Temos que entrar com humildade, intensidade desde o primeiro minuto, para fazer um grande jogo e sairmos com a vitória”, destacou.

Algo bastante comentado antes da partida contra o Marrocos foi a forma como Carlo Ancelotti informou aos atletas qual seria o time titular. As informações que vêm dos Estados Unidos são de que os jogadores só souberam quem iria jogar três horas antes do início da partida. Douglas falou sobre essa situação.

“Eu já tive muitos outros treinadores na Europa que não passavam escalação durante a semana ou até um dia antes do jogo. O Mister fez isso e todos estavam focados. Isso nos dá a oportunidade de todos se prepararem. Ele mostrou a equipe antes de sairmos para o estádio. Todos estavam muito bem preparados para este momento, sabendo que era uma estreia, todos com muita energia e emoção para entregar no jogo”, afirmou.

O Brasil vem de seis partidas consecutivas tomando pelo menos um gol por jogo. A última vez que a equipe não foi vazada foi no dia 15 de novembro de 2025, contra Senegal, quando o time verde-amarelo venceu por 2 a 0. A recorrência dos erros e dos gols sofridos foi tema na coletiva de Douglas, que não se eximiu de falar sobre.

“A gente tenta ao máximo. É uma cobrança nossa da defesa de não sofrer gols. Mas estamos enfrentando grandes jogadores de grandes seleções. A gente vai seguir trabalhando e se preparando ao máximo para que possamos diminuir esses gols sofridos nos jogos. [...] Essa é a nossa conversa entre os treinos e as refeições. Existe um sonho que não é só nosso, de todo um país. E vamos lutar para conquistar este sonho”, ressaltou.

Haiti será o 50º adversário diferente do Brasil em Copas

O Haiti vai se tornar, na sexta-feira (19), o 50º adversário diferente enfrentado pela Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Às 21h30 (horário de Brasília), a Amarelinha encara a equipe caribenha, pela segunda rodada da fase de grupos, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, em busca da primeira vitória na competição.

Único país a participar das 23 edições do Mundial, o Brasil já se deparou com seleções de todos os cantos do planeta em 115 partidas no torneio. Ao todo, foram 76 vitórias, 20 empates e 19 derrotas, com 238 gols marcados e 109 sofridos.

Em número de partidas, o maior rival da Seleção no torneio é a Suécia, com sete, nas quais conseguiu cinco vitórias e empatou duas vezes. Em confrontos com os suecos, o Brasil obteve sua maior goleada em Copas (7 a 1 pelo quadrangular final do Mundial de 1950), ganhou sua primeira estrela em 1958 com a vitória por 5 a 2 e garantiu a vaga na final de 1994 com o triunfo por 1 a 0.

Em seguida, estão Espanha, Itália, México e Holanda, adversárias da Amarelinha em cinco jogos de Copa do Mundo. Em quatro jogos, estão Iugoslávia, Polônia, Tchecoslováquia, Inglaterra, França, Chile, Escócia e Argentina. Já Suíça, Costa Rica, Camarões e Croácia encararam o Brasil em três oportunidades.

Histórico no Grupo C

A estreia, no último sábado (13), contra o Marrocos foi apenas o segundo encontro entre as seleções em Copas. O Brasil derrotou os marroquinos por 3 a 0 no Mundial de 1998. No último sábado (13), empatou por 1 a 1.

No último compromisso pela fase de grupos, a Amarelinha estará diante da Escócia pela quinta vez em Mundiais, em busca da quarta vitória. Ganhou por 4 a 1 em 1982, por 1 a 0 em 1990 e por 2 a 1 em 1998 e empatou sem gols em 1974.

Duas vezes em um Mundial

Tchecoslováquia (1962), Suécia (1994) e Turquia (2002) são as únicas seleções que o Brasil enfrentou mais de uma vez em uma mesma Copa.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 17 de junho de 2026.