A Seleção Brasileira de halterofilismo tomou conta dos pódios do Open das Américas da modalidade na última terça-feira (6), na Cidade do México. O país conquistou quatro ouros e registrou três dobradinhas em três categorias diferentes, no melhor dia dos brasileiros na competição. Um dos destaques é o paraibano Aílton de Souza, da cidade de Mamanguape, que venceu a categoria até 80 kg do halterofilismo.
O atleta, que sofreu de paralisia infantil após um erro médico no momento de seu nascimento, conquistou a medalha de ouro na última terça-feira, quando estabeleceu o novo recorde brasileiro ao levantar 201 kg. A marca também levou Aílton ao top 5 do ranking classificatório para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028. O equatoriano Sebastian Ayala ficou com a prata, com 166 kg, e o mexicano Jairo Santiago foi o medalhista de bronze, com 161 kg.
“Foi sofrido, mas ainda bem que saiu a marca. Poderíamos até ter tentado um maior peso se o segundo levantamento não tivesse sido invalidado pela arbitragem. Mas acontece, faz parte. Meu sonho é estar novamente em um Jogos Paralímpicos”, afirmou o paraibano, que tem no currículo um ouro na categoria até 80 kg nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023, um bronze na etapa de Tbilisi da Copa do Mundo 2021 e um bronze nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019.
Open das Américas
A Seleção Brasileira de halterofilismo participa do Open das Américas com um total de 25 atletas, sendo nove homens e 16 mulheres. O grande objetivo da delegação é posicionar no mínimo 80% da equipe nacional entre os 10 melhores dos rankings de cada categoria, que valerão como critério de classificação para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028. As disputas do campeonato encerram-se hoje.
Na terça-feira (6), ao todo, a equipe levou quatro ouros e três pratas. As outras conquistas foram na categoria até 67 kg (ouro com Laira Guimarães: 109 kg; e prata com Naira Cruz: 106 kg); na categoria até 73 kg (ouro com Mariana D’Andrea: 146 kg; e prata com Caroline Alves: 119 kg); e na categoria até 79 kg (ouro com Maria de Fátima de Castro: 135 kg); e prata com Gabrielle Lima: 131 kg).
No domingo (4) e na segunda-feira (5), o time brasileiro conquistou mais sete medalhas: categoria até 50 kg (ouro com Maria Rizonaide: 101 kg; categoria até 55 kg; bronze com Cristiane Reis: 102 kg; categoria até 61 kg (bronze com Ana Paula Marques: 114 kg; categoria até 49 kg (ouro com Marco Túlio: 178 kg; categoria até 41 kg (bronze com Brenda Pepe: 87 kg; categoria até 45 kg (ouro com Lara Lima: 110 kg; categoria até 59 kg (prata cin João Maria França: 174 kg).
O Open das Américas integra o calendário obrigatório do World Para Powerlifting (WPPO), braço do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) responsável pela modalidade, para os atletas que buscam uma vaga no megaevento nos Estados Unidos daqui a dois anos. Além dessa competição, somente os próximos Mundiais de halterofilismo dentro do ciclo paralímpico contarão pontos para o ranking de LA 2028.
*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 08 de outubro de 2026.