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arquitetura e DECORAÇÃO

Casarão histórico sedia nova mostra

publicado: 06/10/2026 16h33, última modificação: 06/10/2026 16h33
No Centro da capital, edificação ganha fachada revitalizada para receber a Casacor Paraíba no fim do mês
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De acordo com a arquiteta Sandra Moura, obras de renovação da construção incluem mudança de cor e iluminação | Foto: Divulgação/Casacor Paraíba

Depois de três anos, a Casacor Paraíba retorna a João Pessoa para uma nova edição, que ocorrerá de 31 de outubro a 13 de dezembro, em um casarão histórico na Avenida João Machado, no Centro da capital. A mostra reunirá mais de 45 profissionais de arquitetura, design de interiores e paisagismo, responsáveis por 32 ambientes, fomentando debates sobre as possibilidades de intervenção e preservação de edificações históricas.

A arquiteta Sandra Moura será responsável pela fachada do casarão que sediará a Casacor Paraíba, além de se encarregar do planejamento geral dos espaços e percursos do evento. Como explica Sandra, a intervenção na fachada preservará características da construção e, ao mesmo tempo, buscará renovar a percepção do imóvel, por meio de mudanças na cor e na iluminação.

Entre os elementos originais destacados pela arquiteta, estão as grades, esquadrias e detalhes ornamentais da fachada do local. “A inspiração está na própria casa, em seus detalhes e nas histórias que atravessam o tempo. Uma nova cor e uma iluminação cuidadosamente pensadas renovam a percepção da fachada, valorizando sua identidade”, detalha Sandra.

O projeto segue o tema nacional da Casacor em 2026 — “Mente e coração” —, que propõe uma reflexão sobre a relação das pessoas com a casa diante da hiperconectividade, do excesso de informações e da presença crescente da inteligência artificial. Para Sandra, o conceito também aparece no equilíbrio entre as decisões técnicas de intervenção e preservação e a relação afetiva das pessoas com construções antigas.

“Quando se fala de arte, fala-se muito de sentimento, do retorno à casa, como se tivéssemos como referência a casa dos nossos avós, aquela casa mais afetiva, que te abraça, que te acolhe”, observa a arquiteta.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 06 de outubro de 2026.