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paralisação na UFPB

Servidores discutem fim da greve

publicado: 26/06/2026 09h47, última modificação: 26/06/2026 09h47
Profissionais técnico-administrativos analisam se prosseguirão com a mobilização, estabelecida em nível nacional
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Comunidade acadêmica relata que, apesar de não ter interrompido as aulas na universidade, o movimento prejudicou o funcionamento de serviços no Campus I | Foto: Roberto Guedes

por Nalim Tavares*

Após avançar nas negociações com o Governo Federal, os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) reúnem-se, na manhã de hoje, para discutir o fim da greve, a qual aderiram no dia 9 de março. A paralisação, estabelecida em nível nacional, foi anunciada em fevereiro, pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), em prol do cumprimento integral do Termo de Acordo da Greve, assinado em 2024.

De acordo com o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior do Estado da Paraíba (SintesPB), Mauro Barbosa, “será realizada uma assembleia geral para repassar os informes nacionais e locais. Com isso, vamos fazer uma avaliação da greve e decidir se terminamos ou não. O condicionante é a publicação do decreto do Reconhecimento de Saberes e Competências [RSC], que, segundo informação da Casa Civil, seria publicado ainda nesta semana”, afirma.

Dentre as principais reivindicações da categoria, estão questões relacionadas à carreira dos servidores técnico-administrativos e à redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais, sem decréscimo salarial. O RSC — processo de avaliação institucional que valoriza a trajetória, a prática e a experiência dos servidores, e permite que avancem em sua tabela de remuneração, com base no currículo —, por sua vez, foi garantido aos servidores técnico-administrativos, por meio da Lei no 15.367/2026, mas sua implantação efetiva, em cada instituição, depende da finalização dos decretos de regulamentação e da definição de portarias internas. Segundo levantamento da Fasubra, 54 entidades e instituições brasileiras chegaram a aderir à greve.

Embora a paralisação não tenha interrompido as aulas na UFPB, a comunidade acadêmica relata dificuldade para emitir documentos e obter suporte administrativo. A aluna Marruá Vicente, do curso de  Comunicação em Mídias Audiovisuais, conta: “O que mais faz falta no nosso cotidiano, enquanto estudantes, é a biblioteca. Estou procurando alguns livros relacionados às matérias do meu curso, que sei que encontraria no acervo do nosso setor, mas não posso ir até lá para consultar”.

Estudante do mesmo curso, Lucas Brito concorda. “Entendemos a reivindicação, mas a greve está bem evidente, porque muita gente procura as bibliotecas, que estão, há um bom tempo, fechadas. Outros serviços, nas secretarias e nos centros de ensino, também estão suspensos ou sofrendo lentidão”, aponta.

Mauro Barbosa ressalta que a reivindicação não é puramente remuneratória, mas também voltada para o bem-estar geral dos profissionais técnico-administrativos e do interesse da academia. Ele explica que, embora o fim da paralisação ainda não tenha sido efetuado, os servidores da UFPB estão otimistas em relação às negociações com o governo e esperam que, em breve, a rotina de todos possa voltar a funcionar normalmente.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 26 de junho de 2026.