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de 2014 a 2024

Taxa de homicídios cai 35,6% na PB

publicado: 28/05/2026 09h22, última modificação: 28/05/2026 09h22
Dados do Atlas da Violência revelam fortalecimento das ações investigativas no estado, segundo a Polícia Civil
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Delegado Cristiano Santana destaca trabalho da Segurança | Foto: Roberto Guedes

por Samantha Pimentel*

A Paraíba registrou, de 2014 a 2024, uma queda de 35,6% na taxa de homicídios por 100 mil habitantes. Considerando os números absolutos, a redução foi de 31,8%, com um recuo de 1.551 assassinatos em 2014 para 1.058 em 2024. Os dados são do Atlas da Violência 2026, divulgados nesta semana pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Números do Anuário 2025 da Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (Sesds-PB) também mostram que os índices seguiram reduzindo no ano passado. Segundo a publicação, os crimes violentos letais e intencionais (CVLI) — homicídios dolosos, latrocínios, feminicídios e quaisquer outros crimes intencionais que resultem em morte — somaram 965 ocorrências no período. Isso representa uma taxa de 23,2% por 100 mil habitantes, a segunda menor desde a série histórica 2011–2025, e uma redução de 4% em relação a 2024.

Para a Polícia Civil (PCPB), os índices são um reflexo direto do fortalecimento das ações investigativas que vêm sendo conduzidas, especialmente no enfrentamento às organizações criminosas e na elucidação qualificada de crimes contra a vida. Segundo o delegado titular da 1a Superintendência Regional da Polícia Civil, Cristiano Santana, os dados demonstram o trabalho que vem sendo feito pelas Forças de Segurança Pública.

“E, quando se trata em relação à Polícia Judiciária, que é o trabalho investigativo, há o destaque aí para a Polícia Civil. E não tem como deixar de ser registrada importância do concurso público que foi realizado e que ainda está em andamento, estamos formando agora a quarta turma desse concurso. Então, são mais delegados, são mais escrivães, investigadores, peritos, médicos legistas, que estão sendo nomeados e reforçando toda uma estrutura que, de fato, já precisava ser oxigenada”, afirma.

Ele explica que o aumento de pessoal permitiu também que se pudesse reforçar as delegacias de homicídios por todo o estado, além da criação de novos núcleos.

“Então, a gente destaca que o recurso humano que foi empregado por esse concurso público foi fundamental na obtenção desses números, não tenho dúvidas. O que justamente coincide esses números com a nomeação e a entrada das primeiras turmas do concurso. Aliado ao certame que foi realizado, temos também os investimentos em tecnologia e inteligência. Temos aqui um exemplo prático e bem simbólico, o Centro Integrado de Comando e Controle, que existe aqui na Região Metropolitana de João Pessoa e também em Campina Grande, onde atuam compartilhando informações e dados, Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Sistema Penitenciário e outros órgãos, como o Detran também”, ressalta ele, que cita ainda a criação de unidades de inteligência.

Ações qualificadas

Cristiano Santana explica ainda que o aumento do efetivo policial permite a realização de mais operações, e de forma mais qualificada. “Isso naturalmente repercute na redução de homicídios, da criminalidade e também repercute no aumento da taxa de elucidação desses crimes. Então é um trabalho que, na realidade, está intrinsecamente ligado”, reforça.

Ele destaca também que os números devem ser comemorados, mas que o trabalho continua em prol da melhoria cada vez maior da segurança pública. “Devem ser fomentadas ações de combate, de enfrentamento ao crime organizado, sobretudo, e é o que vem sendo feito, inclusive, pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado, a Drac, também com o apoio das delegacias especializadas e das superintendências”, afirma.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 28 de maio de 2026.