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condenado por agressão

Deputada Tabata Amaral pede expulsão de Fábio Tyrone do PSB

publicado: 14/04/2026 09h10, última modificação: 14/04/2026 09h10
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Tabata defendeu que não haja tolerância com a violência | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

por Pedro Alves*

A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) garantiu, ontem (13), nas suas redes sociais, que vai encaminhar internamente no PSB um pedido de expulsão do ex-prefeito de Sousa e pré-candidato a deputado federal pelo partido, Fábio Tyrone. O político paraibano foi condenado pela Justiça por agredir a sua ex-namorada, Myriam Gadelha, em 2018, e teve decretada a pena de 10 meses e 25 dias de detenção, após julgamento em duas instâncias.

Por meio do seu perfil do Instagram, Tabata respondeu a uma seguidora sobre o caso do pré-candidato do PSB a deputado federal pela Paraíba. Na sua réplica, a parlamentar garantiu que vai enviar a solicitação para o Conselho de Ética do partido. “Estou encaminhando o caso pro [sic]Conselho de Ética do PSB pra [sic] que sejam tomadas as devidas providências. Não podemos ter nenhuma tolerância quando estamos falando de violência contra as mulheres”, comentou a deputada. 

Pré-candidato à Câmara, Fábio foi condenado por agredir ex-namorada | Foto: Rep./Instagram @fabiotyrone

O caso já foi alvo de análise por uma instância partidária nacional do partido. Em 2023, a executiva do PSB Mulher resolveu, por unanimidade, protocolar um pedido de expulsão do político paraibano. Na postagem em que a deputada foi marcada e se posicionou sobre o tema, a vítima da agressão de Fabio Tyrone, Myriam Gadelha, comentou e relembrou o pedido do PSB Mulher, que foi ignorado.

O PSB é presidido pelo ex--prefeito de Recife e pré-candidato a governador de Pernambuco, João Campos, que é esposo de Tabata Amaral. Até o momento, a executiva nacional do PSB não deliberou sobre o caso. A executiva estadual do partido também não se posicionou sobre a questão.

Relembre o caso

Em dezembro de 2018, após uma festa realizada em João Pessoa, o ex-prefeito de Sousa atentou fisicamente contra a sua então namorada, a advogada Myriam Gadelha. Após a confraternização em uma casa de recepção da capital, Tyrone reclamou de como ela se portou na festa, por supostamente estar conversando com muitas pessoas, e agrediu Myriam com um soco no rosto.

Ainda segundo a Justiça, ela foi xingada, derrubada no chão, chutada várias vezes e agredida tanto no trajeto para a casa quanto na residência. À polícia, Tyrone admitiu que bateu na então namorada, mas argumentou que agiu em legítima defesa, após um tapa que levou. Os exames de corpo e delito confirmaram lesões no rosto, no pescoço, nas costas e nas pernas de Myriam.

O processo movido pela vítima contra o ex-companheiro arrastou-se por cinco anos, até que Tyrone foi condenado em primeira instância a uma pena de um ano, quatro meses e sete dias de detenção em regime aberto, como também a um pagamento a título de indenização de R$ 15 mil à vítima.

O ex-prefeito de Sousa recorreu da decisão e, em março deste ano, acabou por ter a sua pena reduzida para 10 meses e 25 dias de detenção. Isso abriu margem para que ele consiga sustentar a tese de prescrição da pretensão punitiva, que ocorre quando o Estado perde o direito de punir quem foi condenado devido ao decurso do tempo sem uma condenação definitiva. Dessa maneira, Tyrone, até o momento, está elegível para as eleições de 2026. A reportagem tentou entrar em contato com a defesa do ex-prefeito de Sousa, mas, até o fechamento desta edição, ela não foi localizada.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 14 de abril de 2026.