Notícias

segundo turno

TRE-PB inicia preparação de urnas

publicado: 13/10/2026 10h21, última modificação: 13/10/2026 10h21
Inserção de dados em equipamentos acontece nos NVIs de João Pessoa, Campina Grande, Patos, Pombal e Cajazeiras
Cerimônia de Geração de Midias para as Eleições_F. Evandro Pereira (21).jpg

Mídias receberam as informações necessárias para indicar a realização da eleição, o cargo em disputa e os candidatos | Fotos: Evandro Pereira

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) realiza, a partir de hoje, a inserção de mídias nas urnas eletrônicas que serão utilizadas no segundo turno das Eleições 2026. O procedimento — que acontece nos Núcleos de Votos Informatizados (NVIs) do órgão, situados nos municípios de João Pessoa, Campina Grande, Patos, Pombal e Cajazeiras — consiste na carga e no armazenamento de informações sobre os candidatos em dispositivos semelhantes a pendrives. Em seguida, as urnas serão novamente lacradas.

A preparação dos equipamentos sucede a geração de mídias, realizada no último sábado (10). Como na Paraíba haverá votação para apenas um cargo no segundo turno, o procedimento é diferente daquele realizado antes do primeiro turno, embora seja mantida a mesma quantidade de urnas e mídias. Na primeira etapa das eleições, as mídias receberam o sistema operacional e os programas a serem executados pelas urnas, além dos dados dos candidatos e das informações dos eleitores.

No segundo turno, como os sistemas e programas já estão instalados, as mídias recebem apenas as informações necessárias para indicar a realização da segunda etapa da eleição, o cargo em disputa e os candidatos que concorrerão. De acordo com o coordenador de Eleições Informatizadas e Segurança Cibernética (Coesc), José Cassimiro Júnior, nesta etapa, são regenerados os cartões de votação. 

Urnas serão entregues às zonas dois dias antes do pleito

Além de serem utilizados posteriormente para gravar o resultado da votação, os cartões contêm um apontador que comunica aos programas já instalados na urna que haverá segundo turno, qual cargo estará em disputa e quem são os candidatos concorrentes.

“A única coisa que fazemos nessa geração de agora é regenerar aqueles cartões de votação que, além de serem utilizados no fim para gravar o resultado da sessão, contêm um apontador que comunica aos programas que já estão instalados na urna que vai haver segundo turno, para qual cargo vai haver segundo turno e quem são os candidatos que concorrerão. Portanto, as mídias que vamos gerar amanhã vão instruir as urnas com essa informação”, explicou Cassimiro.

O coordenador também destacou o caráter público do procedimento e a importância da participação das instituições e dos representantes partidários. Segundo ele, foi publicado edital convidando partidos, coligações, federações, fiscais de partido, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público para acompanhar a cerimônia.

Ao longo do dia, a geração de mídia foi acompanhada pela juíza auxiliar de geração de mídias e auditoria Maria de Fátima Lúcia Ramalho, que destacou a competência da Justiça Eleitoral no processo. “É um trabalho técnico da mais alta qualidade, assim como todo o trabalho feito pela Justiça Eleitoral, sempre na busca de mostrar o respeito à vontade do eleitor nas urnas”, assinalou.

As urnas eletrônicas serão entregues às zonas eleitorais para instalação nas seções nos dias 23 e 24 de outubro. Os eleitores da Paraíba retornarão às urnas no dia 25, para definir quem governará o país pelos próximos quatro anos. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e Flávio Bolsonaro (PL) disputam a preferência do eleitorado. Mais de 3,2 milhões de pessoas estão aptas a votar no estado.

Dia 25 de outubro também terá plebiscitos e eleições suplementares

Em algumas localidades do Brasil, cidadãos encontrão mais de um comando de voto na urna eletrônica. No total, serão cinco cenários de votação possível, e a combinação de cargos e consultas muda conforme o estado ou município.

Nos locais sem segundo turno para governador — como é o caso da Paraíba —, eleição suplementar para prefeito ou plebiscito, o eleitorado votará apenas para presidente da República.

Já nos estados do Acre, Amazonas, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Tocantins, não houve definição no primeiro turno. Logo, a urna exibirá primeiro o voto para governador e depois para presidente.

Em Arroio do Sal (RS), Santana do Itararé (PR), Porto da Folha (SE), Macedônia (SP), Martinópolis (SP) e Narandiba (SP), haverá eleição suplementar para prefeito, além do segundo turno presidencial.

No município de Goiatins (TO), onde também terá eleição suplementar, o eleitor votará para três cargos, nesta ordem: prefeito, governador e presidente. 

Consultas

Em algumas cidades, além do voto para presidente, os eleitores terão que responder à pergunta de um plebiscito: 

  • Chopinzinho (PR) e São João (PR) — sobre a redefinição dos limites entre os dois municípios;
  • Poxoréu (MT) e Primavera do Leste (MT) — sobre o desmembramento do Distrito de Nova Poxoréu, atualmente em Poxoréu, para incorporá-lo a Primavera do Leste;
  • Colniza (MT) e Cotriguaçu (MT) — sobre o desmembramento das áreas conhecidas como “Ilhas de Ocupação”, no Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, de Colniza para incorporação a Cotriguaçu. 

Nesses locais, a pessoa votará primeiro para presidente, digitando dois números, e depois responderá à pergunta exibida na urna.  

Horário de votação 

A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, inclusive nas cidades com fuso horário diferente.

Quem esteve apto para votar no primeiro turno e não compareceu poderá votar normalmente no segundo turno. A Justiça Eleitoral considera cada etapa uma eleição independente. A ausência anterior continua sujeita à justificativa ou ao pagamento de multa. 

Colinha eleitoral 

Apesar do número mais reduzido de escolhas, a Justiça Eleitoral continua recomendando que a eleitora e o eleitor levem a colinha eleitoral com os números das candidaturas escolhidas. O uso da anotação em papel ajuda a lembrar a sequência e facilita a votação na urna eletrônica.

Entenda diferença entre apuração e totalização dos votos

Você sabe o que acontece com o seu voto depois que aperta a tecla “confirma” da urna eletrônica? E após as 17h, quando termina a votação? Organizado e seguro, o processo inclui diversas etapas. Todas elas são fiscalizadas pelo Ministério Público (MP) Eleitoral e podem ser acompanhadas de perto por qualquer pessoa ou instituição.

A apuração dos votos acontece na própria seção eleitoral, às 17h, após o encerramento da votação. É realizada pela urna eletrônica, que não tem conexão com a internet.

Essa etapa indica, além de outras informações, quantos votos cada candidato e partido recebeu; quantos votos foram nulos e quantos votos em branco; a quantidade de pessoas que estavam inscritas na seção e quantas, de fato, compareceram para votar. Todas essas informações são reunidas no boletim de urna (BU).

Na apuração, a urna eletrônica imprime cinco vias do boletim de urna. As vias são assinadas pelo presidente da seção e pelos representantes ou fiscais de partidos políticos que estiverem presentes. Uma das vias deve, obrigatoriamente, ser afixada na entrada da seção, em local visível a todos. Ela ficará ao lado da zerésima (impressa no início da votação e atestando que não há nenhum voto registrado naquela urna). A ideia é que o resultado da votação realizada naquela seção fique disponível para quem quiser conferir a apuração dos votos. Outras três vias são encaminhadas ao cartório eleitoral, junto à ata da seção (que registra tudo o que ocorreu) e a mídia de resultado retirada da urna, assinada e lacrada.

Envio de dados

Para enviar os dados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são utilizados programas seguros desenvolvidos pela própria Justiça Eleitoral. Esses programas criptografam os dados (codificam e embaralham as informações) e utilizam conexão via VPN (rede privada virtual, que cria uma espécie de túnel seguro por onde circulam os dados). Em alguns locais, computadores instalados nas próprias seções eleitorais já fazem essa transmissão diretamente para o TSE.

Assim que recebe os dados, o TSE publica na internet cada boletim de urna. Qualquer pessoa ou entidade fiscalizadora pode comparar os dados do boletim impresso pela urna na seção com o resultado da mesma seção divulgado pelo TSE, na internet. Isso ocorre porque o boletim de urna conta com um QR Code, e a leitura pode ser feita pelos aplicativos Boletim na Mão ou e-Título. A soma pode ser refeita por entidades interessadas.

O artigo 6º da Resolução nº 23.673/2021, que trata dos procedimentos de fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação, inclui o Ministério Público entre as entidades fiscalizadoras legitimadas a participar dos processos de fiscalização dos sistemas eleitorais.

Totalização

Depois da apuração, realizada pela urna eletrônica, os dados são recebidos pelo TSE, que divulga os boletins de urna de cada seção, e começa também a totalização dos resultados. É nessa etapa que são somados os dados de todos os boletins de urna. Portanto, a totalização não é uma nova contagem. Ela é a soma dos votos que cada candidato teve em cada seção eleitoral.

Os dados apurados pelas urnas são criptografados e assinados digitalmente. Quando os dados da urna chegam ao TSE para totalização, passam por verificações de autenticidade, integridade e consistência antes de serem somados.

Após a totalização, os resultados podem ser consultados, em tempo real, no aplicativo Resultados e no site resultados.tse.jus.br. Os boletins também são disponibilizados, na página Arquivos de Urna.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 13 de outubro de 2026.