Sabe o que o São João e a Copa do Mundo têm em comum? A resposta é: fogos de artifício. Tanto nos festejos juninos quanto nos jogos da Seleção Brasileira, eles garantem a diversão da garotada nos arraiás e brilham no céu para celebrar gols e vitórias. Na capital paraibana, os preços desses itens podem variar até 400%. Por isso, a recomendação é pesquisar antes de comprar, para evitar gastos desnecessários e garantir a melhor oferta.
A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor da Prefeitura de João Pessoa (Procon-JP) divulgou, ontem, uma pesquisa de preços feita na última segunda--feira (15). O levantamento verificou os valores de 33 tipos de fogos de artifício, em 11 bazares instalados no bairro do Cristo Redentor, que ficam em local específico para a comercialização desse tipo de produto, ao lado do Estádio Almeidão.
Segundo o relatório, o preço de uma caixa com 10 unidades do chuva de ouro oscila de R$ 5 (Bazares Santa Rita e São João) a R$ 25 (Bazar Balão Fogos), diferença de R$ 20 e variação de 400%. Já a caixa da girândola 1080 tem o maior preço registrado pelo levantamento: R$ 499,90, nos bazares Santa Rita, São João e Rei dos Fogos.
A segunda maior variação registrada pelo levantamento foi da caixa com 12 unidades do buquê de flores, que custa de R$ 15 (Bazar Guarany da Viuvinha) a R$ 60 (Bazar Nossa Senhora da Penha), diferença de R$ 45 e variação de 300%.
Também chamou a atenção a caixa com 10 unidades do chuveiro grande, cujo calor vai de R$ 5 (Bazar Guarany da Viuvinha) a R$ 15 (Bazares Estrela D’alva e São Jorge), sendo a diferença de R$ 10 e 200% de variação.
A segunda maior diferença de preços encontrada (R$ 30) ficou com a caixa com 12 unidades do foguete de cores, que custa de R$ 40 (Bazar Lojão do Gerônimo) a R$ 70 (Bazar Santo Antônio), variação de 75%.
Proibição
Os consumidores devem ficar atentos aos preços, mas também à Lei Estadual nº13.235/2024, que proíbe a fabricação, comercialização, transporte, armazenamento e uso de fogos de artifício com estampido. “O descumprimento à legislação pode acarretar penalidades, a exemplo de multa”, alerta o secretário do Procon-JP, Junior Pires.
O gestor da pasta acrescenta a recomendação de brincar com segurança. “O uso inadequado pode trazer problemas quanto à integridade física das pessoas e, principalmente, não se deve deixar as crianças brincarem e nem manusearem esses artigos”, reforça.
*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 18 de junho de 2026.