O preço da cesta básica subiu 2,03% em João Pessoa no mês de fevereiro, com relação a janeiro. Na capital paraibana, a cesta custou R$ 618,73 no segundo mês do ano. Na comparação com fevereiro de 2025, o valor diminuiu -2,47%, mas, no acumulado no ano, aumentou 3,53%. Os dados foram divulgados, ontem, na “Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos”, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Cinco dos 12 produtos que compõem a cesta básica registraram aumento:
- tomate (13,86%);
- feijão-carioca (9,21%);
- carne bovina de primeira (2,26%);
- pão francês (1,35%); e
- farinha de mandioca (0,60%).
- Outros sete itens apresentaram queda de preço:
- açúcar cristal (-4,26%);
- banana (-4,10%);
- arroz agulhinha (-2,39%);
- leite integral (-2,17%);
- café em pó (-1,99%);
- óleo de soja (-1,26%); e
- manteiga (-1,11%).
No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em cinco dos 12 produtos: feijão-carioca (8,92%); café em pó (7,92%); pão francês (5,61%); carne bovina de primeira (5,15%); e manteiga (1,87%). Os alimentos que tiveram diminuição de preços foram: arroz agulhinha (-38,12%); tomate (-18,32%); açúcar cristal (-16,08%); leite integral (-10,26%); farinha de mandioca (-7,05%); banana (-5,91%); e óleo de soja (-1,88%).
Salário mínimo
Em fevereiro de 2026, o trabalhador de João Pessoa remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 83 horas e 58 minutos para adquirir a cesta básica. Em janeiro de 2026, o tempo de trabalho necessário havia sido de 82 horas e 18 minutos. Em fevereiro de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518, o tempo de trabalho necessário era de 91 horas e 56 minutos. Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em fevereiro de 2026, 41,26% da renda para adquirir a cesta. Em janeiro de 2026, esse percentual correspondeu a 40,44% da renda líquida e, em fevereiro de 2025, a 45,18%.
País
O custo médio da cesta básica também aumentou em outras 13 capitais brasileiras. Já no Distrito Federal e em outras 12 capitais do país, a cesta básica ficou mais barata. A maior elevação ocorreu em Natal, onde o custo médio da cesta variou 3,52%. Outras capitais do Nordeste também apresentaram aumento, a exemplo de Recife (1,98%), Maceió (1,87%) e Aracaju (1,85%). A maior queda ocorreu em Manaus, que apresentou variação negativa de 2,94%, seguida por Cuiabá (-2,10%) e Brasília (-1,92%).
Quando se considera o acumulado do ano, 25 cidades tiveram alta, enquanto o restante apresentou queda. As maiores elevações ocorreram no Rio de Janeiro (4,41%), Aracaju (4,34%) e Vitória (3,98%). Por outro lado, Florianópolis (-0,47%) e Brasília (-0,30%) foram as capitais que tiveram queda.
Em fevereiro, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ 852,87, seguida por Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53) e Cuiabá (R$ 793,77). Já nas capitais do Norte e do Nordeste do país, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69), Maceió (R$ 603,92) e Recife (R$ 611,98).
*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 10 de março de 2026.