A 42ª edição do Salão do Artesanato Paraibano foi aberta ao público na tarde de ontem, em Campina Grande, trazendo como tema “Bonequeiras — arte de viver, vida de brincar”. A cerimônia de inauguração contou com a presença do governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, que percorreu os estandes dos mais de 500 artesãos participantes desta edição do evento.
“O Salão do Artesanato chega para somar às ações promovidas em Campina Grande durante o período junino, oferecendo mais um atrativo para turistas e moradores apreciarem o artesanato e a rica produção cultural da Paraíba. Serão quase 30 dias de vitrine do que o estado tem de melhor”, destacou o governador.
Além de convidar a população e os visitantes que estão na cidade a conhecer o espaço, o gestor ressaltou a importância do salão como ferramenta de incentivo ao empreendedorismo local. “Mais do que um evento, trata-se de uma política pública voltada para a geração de emprego, renda e o fortalecimento do desenvolvimento econômico da Paraíba”, afirmou Lucas Ribeiro.
A primeira-dama do Estado e presidente de honra do Programa do Artesanato Paraibano (PAP), Camila Mariz, também participou da abertura e demonstrou confiança de que a edição deste ano superará os resultados alcançados em 2025. A expectativa é um faturamento próximo de R$ 3 milhões, cerca de R$ 500 mil a mais que no ano anterior.
“Este é o momento de colher os resultados de um trabalho realizado ao longo de todo o ano. É uma ocasião de celebração e de abrir as portas para um período de boas oportunidades de vendas para os artesãos”, declarou Camila.
Entre as 10 bonequeiras homenageadas na 42a edição do Salão do Artesanato, está Maria de Lourdes Alves, de 83 anos, que há mais de quatro décadas se dedica à produção de bonecas artesanais. Emocionada, ela afirmou sentir-se honrada pelo reconhecimento e pela valorização de seu trabalho.
“Aprendi a fazer bonecas aos sete anos com minha mãe, que também havia aprendido com minha avó. É uma tradição que atravessa gerações na minha família, e ver esse trabalho sendo reconhecido me deixa muito feliz”, relatou.
O Salão do Artesanato segue aberto ao público até o dia 4 de julho, na Avenida Brasília. Para ter acesso ao evento, os visitantes devem doar 1 kg de alimento não perecível. O funcionamento ocorre diariamente, das 15h às 22h.
Parceria
Além dos artesãos, o Salão do Artesanato reúne diversos órgãos governamentais que participam do evento com estandes voltados ao atendimento da população e à divulgação de serviços e ações desenvolvidas pelo Estado.
A Empresa Paraibana de Comunicação (EPC), por exemplo, marca presença com o projeto Tabajara no Salão, transmitido ao vivo diretamente do evento e promovendo entrevistas com visitantes e expositores. A instituição também apresenta ao público as obras publicadas pela Editora A União. Para a diretora-presidente da EPC, Naná Garcez, o espaço representa uma importante oportunidade de valorização da cultura paraibana.
“Para nós, é um momento de divulgar a literatura produzida no estado e os serviços de comunicação que oferecemos. Também é uma forma de destacar a riqueza da cultura local e os talentos paraibanos ligados ao artesanato e à economia criativa”, ressaltou.
*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 12 de junho de 2026.