Notícias

livraria a união

Noite da Literatura Paraibana tem lançamento de três publicações

publicado: 01/04/2026 08h48, última modificação: 01/04/2026 08h48
2026.03.31 Noite da Literatura Paraibana A União © João Pedrosa (52).JPG

Evento literário aconteceu ontem à noite, no Espaço Cultural José Lins do Rêgo | Fotos: João Pedrosa

por Carolina Oliveira*

Ontem (31), a Noite da Literatura Paraibana teve seu primeiro evento de 2026 na Livraria A União, no Espaço Cultural José Lins do Rêgo, em João Pessoa. Além da obra Paraíba na Literatura VII, o evento incluiu os lançamentos do segundo volume do livro Memórias A União, e da revista Vivências Femininas, na sua terceira edição. As publicações evidenciam e reconhecem personalidades da literatura, do jornalismo, e mulheres que contribuíram em diferentes setores da sociedade paraibana.

A Noite da Literatura acontece anualmente, sendo um evento já consolidado, inclusive em outras cidades da Paraíba, “às vezes, como Tarde da Literatura ou Manhã da Literatura. É um espaço que congrega vários autores da cidade, onde intelectuais, estudantes e professores se encontram para celebrar um pouco mais a literatura do estado”, explicou o gerente--executivo da Editora A União, Alexandre Macedo.

Em sua sétima edição, a coletânea Paraíba na Literatura — coleção consagrada que já registrou mais de 120 textos biográficos sobre personalidades da literatura do estado de diversas épocas —, traz mais 20 perfis de escritores paraibanos, entre autores de crônicas, romances, poesias, contos e cordéis. A autoria de cada um dos textos é também assumida por pessoas de destaque no cenário literário local.

O diretor de Mídia Impressa da Empresa Paraibana de Comunicação (EPC), William Costa, frisou que o principal critério da coleção foi fazer um resgate, voltando a trazer à tona trajetórias e trabalhos de autores e autoras que agregaram diversidade ao cenário local, ao longo da história da literatura no estado. Além disso, a obra inclui perfis de alguns talentos mais recentes. 

“A gente quer colocar, à disposição da sociedade paraibana, dos estudantes e dos literatos, perfis biográficos centrados na informação de qualidade, que eles possam consultar sabendo que estão se apropriando de um conhecimento bem sedimentado. A pesquisa foi feita com muito critério pelos perfiladores, que são jornalistas, professores, escritores que se dispuseram a colaborar”, afirmou William Costa. 

Vivências Femininas

A diretora-presidente da Empresa Paraibana de Comunicação (EPC), Naná Garcez, destacou que o evento marca o fim do das atividades do mês de março na EPC. “Daí a presença da publicação Vivências Femininas. Nós procuramos diversificar o máximo possível e tivemos a preocupação de ter mulheres de várias faixas etárias, porque, independentemente de já ser mais madura ou de ser muito jovem, a mulher está sempre dando um salto para frente quando ela se destaca em qualquer atividade”, afirmou. “É importante que cada um conheça a história de outras pessoas que vieram à  sua frente”, acrescentou Naná.

Em sua terceira edição, a revista publicada anualmente no mês de março, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, conta novas histórias de mulheres que, com suas experiências, abriram e abrem espaços para maior presença feminina, seja no ambiente acadêmico, na ciência e educação, como também nas artes e no esporte, passando pela gestão pública, o meio privado e corporativo, entre outros setores.

Desde a cantora do coco de roda, a pesquisadora de botânica, a artista plástica que busca em elementos da natureza as cores para as suas obras e, ainda, a atleta que superou adversidades e se tornou uma medalhista internacional, a revista destaca relatos e trajetórias de 18 mulheres que são exemplos de persistência, força, coragem, resiliência, esperança, criatividade e talento.

Editora e organizadora da publicação, a jornalista e escritora Renata Escarião está ligada ao projeto desde a sua primeira edição, para a qual escreveu a maioria das reportagens. “Foram duas vivências profissionais distintas, que me possibilitaram conhecer a trajetória de mulheres inspiradoras, além de cumprir o papel de contribuir com a divulgação de histórias de vida e feitos importantíssimos para a sociedade. Tenho certeza de que os leitores vão ficar satisfeitos com o conteúdo preparado com muita dedicação pelos nossos repórteres e fotógrafos”, afirma.

Memórias A União

Outro livro lançado na ocasião foi o segundo volume do projeto de entrevistas Memórias A União. A publicação traz o conteúdo editado das entrevistas audiovisuais e resgata uma parte da história da imprensa paraibana, por meio das narrativas de quem já passou pelo jornal A União. Os relatos foram colhidos em entrevistas feitas pelo jornalista Luiz Carlos Sousa.

William Costa destacou que o livro traz a história das pessoas que fazem o jornal em seus diversos departamentos. “O jornal não é feito só por editores e jornalistas. É feito também por pessoas do financeiro, da contabilidade, da circulação. Então, é interessante a gente contar a história dessas pessoas, que, ao longo do tempo, ajudaram a construir ou continuam a construir A União que é hoje um patrimônio cultural do povo paraibano”, afirmou o diretor de Mídia Impressa da EPC. “E esses relatos também dizem muito do próprio jornal enquanto veículo de jornalismo”, acrescentou.

As memórias que compõem a nova edição foram publicadas nas edições dominicais do jornal A União. O segundo volume compila as vivências e opiniões de 27 profissionais que trabalharam no impresso diário, “com funções diferentes e um objetivo comum: fazer um bom trabalho para que o leitor tivesse em mãos informações de qualidade, uma editoração que garante boa legibilidade e ilustrações e fotografias que valorizam o conteúdo”, afirmou a diretora-presidente da EPC em seu texto de apresentação.

Para Naná Garcez, ao trazer as memórias compartilhadas nas entrevistas, a publicação evidencia momentos importantes para a trajetória da mídia impressa no estado, revelando contextos e formas de fazer o jornalismo que já se transformaram ao longo dos anos. “Destaca a evolução tecnológica, o maior ingresso das mulheres no mercado de trabalho como jornalistas e, também, com isso, a própria posição editorial”, aponta. “Por outro lado, você também tem as funções que existiam e que foram desaparecendo. A revisão antigamente era feita com as pessoas em torno de uma mesa, um lendo alto o parágrafo e havia umas batidas na mesa que sinalizavam onde estava o erro. Então, é outra fase”, completou Naná Garcez.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 1º de abril de 2026.