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PB registrou 2,4 mil casos prováveis no ano

publicado: 13/05/2026 08h43, última modificação: 13/05/2026 08h43

A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB), por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde (Gevs), divulgou, ontem (12), o Boletim Epidemiológico nº 5, de 2026, das arboviroses, com dados analisados até o dia 2 de maio, referentes à 17ªSemana Epidemiológica do ano. O levantamento aponta que o estado registrou 2.489 casos prováveis de arboviroses em 2026, sendo 2.398 de dengue, 88 de chikungunya e três de zika. Não há casos confirmados de febre do Oropouche no período.

Segundo o boletim, as maiores incidências de casos concentram-se na 1ª, 7ª e 11ª Regiões de Saúde, que abrangem municípios como João Pessoa, Mamanguape, Itaporanga, Princesa Isabel, Tavares e Juru. Apesar da circulação dos vírus no território paraibano, o cenário ainda é de baixa sazonalidade quando comparado ao mesmo período de 2025, com redução dos registros de dengue e chikungunya no estado.

Até a 17a Semana Epidemiológica, a Paraíba confirmou um óbito por dengue. O caso refere-se a um homem adulto jovem, com comorbidades, que apresentou sinais de alerta e evoluiu para óbito. Além da confirmação, outros oito óbitos seguem em investigação para dengue.

A responsável técnica pelas arboviroses da SES, Carla Jaciara Jaruzo, observa que, mesmo em um cenário de menor sazonalidade, a dengue segue concentrando a maior parte das notificações registradas no estado, o que exige atenção contínua dos serviços de saúde e da população. “Hoje, mais de 96% dos casos prováveis de arboviroses na Paraíba são de dengue. Por isso, é importante que a população fique atenta a sintomas como febre, dor abdominal, náuseas e vômitos persistentes, buscando atendimento de forma oportuna para evitar o agravamento dos casos”, afirmou.

O boletim mostra a presença simultânea de diferentes variantes da dengue em regiões da Paraíba. Na capital, foram identificados os tipos DENV-2 e DENV-3, conhecidos como diferentes linhagens do vírus da dengue. Já o DENV-4 apareceu nos municípios de Guarabira e Barra de São Miguel, enquanto o DENV-3 também foi encontrado em cidades atendidas pelas gerências regionais de saúde sediadas em João Pessoa, Campina Grande e Princesa Isabel.  O acompanhamento dessas variantes tem sido fortalecido por meio dos exames RT-PCR realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB), permitindo identificar com mais rapidez os vírus em circulação no estado.

Combate às doenças

Dentre as medidas adotadas para conter o avanço das arboviroses, estão o uso do fumacê em áreas prioritárias, capacitações para aplicação de larvicidas, implantação de ovitrampas e fortalecimento da vigilância entomológica em parceria com os municípios.

A SES também publicou a Nota Técnica nº 04/2026, com orientações para qualificação das informações sobre anomalias congênitas na Declaração de Nascido Vivo (DNV), incluindo casos relacionados a infecções congênitas associadas às arboviroses, como a síndrome congênita ligada ao vírus Zika. O documento orienta os serviços de saúde sobre identificação, notificação e acompanhamento desses casos, além de reforçar o trabalho de capacitação realizado junto aos municípios para fortalecer os bancos de dados e ampliar o monitoramento epidemiológico.

As ações de vigilância e prevenção seguem sendo consideradas fundamentais para reduzir a circulação do mosquito Aedes aegypti e, consequentemente, o risco de transmissão das arboviroses e de possíveis complicações associadas às infecções virais. Por isso, a orientação é que a população mantenha cuidados simples no dia a dia, eliminando recipientes com água parada e comunicando aos órgãos responsáveis situações de imóveis ou locais abandonados com possíveis focos do mosquito.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 13 de maio de 2026.