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Cientistas criam curativo para tratamento de herpes

publicado: 07/01/2026 08h30, última modificação: 07/01/2026 08h30

Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) criaram um curativo adesivo capaz de tratar a herpes simples, reduzindo a carga viral e, consequentemente, o período de manifestação da doença. A invenção já foi patenteada e os pesquisadores aguardam que alguma empresa manifeste interesse pelo produto para que ele possa ser comercializado.

A doutora em Ciências e Engenharia de Materiais, Kaline Ferreira, que fez parte da equipe criadora do curativo, contou que o trabalho foi realizado em conjunto por pesquisadores da Engenharia de Materiais e da Odontologia, e que se trata de nanotecnologia aplicada a polímeros biodegradáveis. “Sintetizamos esse adesivo e encapsulamos aciclovir para ser usado de forma tópica em feridas da herpes simplex”, explicou ela de maneira simplificada.

O aciclovir é o princípio antiviral indicado nos casos de herpes. Apesar de não ter cura, esse medicamento é capaz de reduzir a carga viral da herpes em poucos dias, reduzindo a duração e a gravidade dos surtos.

Kaline Ferreira lembrou que a doença atinge boa parte da população, e causa desconforto físico e estético, já que na maioria das vezes manifesta-se ao redor da boca, sendo bastante visível. Nesse sentido, o curativo traz mais uma vantagem, por manter a lesão coberta, oferecendo também conforto estético além do tratamento.

A pesquisadora destacou que, para um produto como este chegar ao mercado, é necessário cumprir várias etapas, sendo a primeira delas a pesquisa e validação da solução. Após isso, vem o registro de patente e a próxima etapa é encontrar parceiros aptos a comercializar o produto. Para o produto chegar nas prateleiras das farmácias agora “depende do interesse e do aporte financeiro”, esclareceu Kaline.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 07 de janeiro de 2026.