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Plataforma ganha novos recursos

publicado: 15/01/2026 08h59, última modificação: 15/01/2026 08h59
Usuários do serviço da PCPB poderão anexar imagens aos relatos e acompanhar o avanço dos processos
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O assessor da PCPB, Luís Eduardo Andrade, apresentou as mudanças na ferramenta, durante coletiva de imprensa ontem (14) | Foto: Roberto Guedes

por Samantha Pimentel*

Além do número de telefone 197, a Polícia Civil da Paraíba (PCPB) conta, desde 2021, com a plataforma Disque Denúncia, que também recebe relatos anônimos da população. No fim do ano passado, o site passou por melhorias para torná-lo mais funcional e eficaz. Agora, é possível aos usuários usar o recurso de transcrição de voz, ao invés da digitação, anexar arquivos e acompanhar o andamento da denúncia, a partir de um número de protocolo gerado pela ferramenta digital — e, tudo isso, mantendo-se o sigilo da fonte. Essas mudanças foram apresentadas ontem, em uma coletiva de imprensa que aconteceu na sede da Delegacia Geral da PCPB, no bairro de Manaíra, em João Pessoa.

O delegado-geral da instituição, André Rabelo, explicou que qualquer tipo de crime pode ser denunciado por meio da plataforma, que está mais completa com os últimos aperfeiçoamentos. “O grande avanço é a gravação de áudio e a anexação de arquivos, como fotos e vídeos. Isso é fundamental, vai ajudar o trabalho da polícia”. Ele ainda ressaltou a contribuição importante que a ferramenta tem exercido para o desempenho das autoridades de Segurança do estado. “Fechamos 2025 com mais de 65% de elucidação de crimes de homicídio, quando a média nacional é de 39%. E recebemos, na Paraíba, aproximadamente 10.800 denúncias anônimas no ano passado. Só agora, no começo de janeiro, foram mais de 300. Isso tem nos ajudado muito a alcançar esses índices”, afirmou.

André comentou que, hoje, o trabalho investigativo conta com diversos recursos, e que a ajuda da população, nesse sentido, é essencial, utilizando os canais de comunicação oficiais para repassar informações que auxiliem a polícia. “Sobre roubos a banco, por exemplo, chegamos a apenas um caso em 2025. Isso porque a população, quando vê qualquer movimentação suspeita, informa a polícia, e isso nos ajuda”, destacou.

Outra novidade do serviço é a possibilidade de os agentes da PCPB solicitarem dados adicionais ao denunciante. “Ao registrar a denúncia, a plataforma gera um número de protocolo, e é importante que o usuário guarde esse dado, porque, com ele, é possível acompanhar o andamento da denúncia, consultando--a no site. A polícia também pode enviar uma mensagem, dentro da ferramenta, dirigindo-se à pessoa que denunciou, para fazer alguma pergunta ou pedir informações a mais — tudo sob sigilo”, ressaltou o delegado-geral, esclarecendo que a PCPB não recolhe nenhuma informação que possa identificar o autor da denúncia, como e-mail ou telefone.

“Só com o telefone, a gente não tinha essa interação com o denunciante. Agora, podemos deixar essa mensagem e, no momento oportuno, ele pode nos responder pelo site”, observou André, reforçando que as denúncias ainda continuam podendo ser realizadas por meio do telefone 197. O delegado-geral salientou, por fim, que a denúncia não substitui o Boletim de Ocorrência (BO), que também pode ser registrado de forma on-line, para alguns casos específicos, no site https://delegaciaonline.pc.pb.gov.br.

Ainda participaram da entrevista coletiva Luís Eduardo Andrade, assessor de Comunicação da PCPB, e Eitor Laba, técnico da Diretoria de Tecnologia da Informação da instituição.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 15 de janeiro de 2026.