No Centro Histórico de João Pessoa, avança a obra de adequação do Casarão dos Azulejos, onde será implantado o Museu da Justiça Eleitoral — Memorial da Democracia. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), o trabalho de recuperação do teto do prédio encontra-se em fase de conclusão e outros processos de reforma interna foram iniciados.
Segundo Gabriela Oliveira Lima, arquiteta e gestora do contrato da construtora Santenge Engenharia, junto à Superintendência de Obras do Plano de Desenvolvimento do Estado (Suplan), 90% da cobertura da edificação já foi recuperada. “Também foi dado início à etapa de demolições de banheiros, rebocos de paredes a serem refeitos, além da fundação para a instalação do elevador, que já foi comprado”, antecipou Gabriela.
Ainda conforme a arquiteta, o casarão deverá receber, aproximadamente, 600 novos ladrilhos hidráulicos para reposição do piso em áreas que estavam danificadas. “Esses ladrilhos já foram encomendados para fazer a reposição. As esquadrias também estão sendo retiradas para a recuperação”, disse.
A obra de adequação é orçada em R$ 2,8 milhões e, como informa o TRE-PB, os trabalhos vêm sendo executados em ritmo acelerado para que o Museu da Justiça Eleitoral seja inaugurado até o início de março. O projeto resulta de uma parceria entre o TRE-PB e o Governo da Paraíba, celebrada em agosto de 2025, na semana do aniversário de 440 anos de João Pessoa. O objetivo é transformar o Casarão dos Azulejos — que abrigou a primeira sede da Justiça Eleitoral na Paraíba, em 1932 — em um espaço de valorização da memória institucional, da cidadania e da democracia, reforçando o papel educativo e cultural do órgão, junto a estudantes, pesquisadores e à população em geral.
Como lembra o TRE--PB, o prédio histórico, considerado uma das maiores riquezas arquitetônicas dos séculos 18 e 19 no estado, foi construído pela família Santos Coelho, formada por sertanejos que construíram seu patrimônio com fazendas nas regiões do Sertão, do Agreste e do Litoral da Paraíba, além de regiões dePernambuco. A edificação chama a atenção de quem passa pelo Centro Histórico pessoense, especialmente, por apresentar uma parte externa completamente revestida por azulejos portugueses na cor azul, trazidos da fábrica Devesas, da cidade de Porto, em Portugal.
*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 09 de janeiro de 2026.