Instalado, desde a última sexta-feira (9), em uma estrutura de 6 mil m2 na orla de João Pessoa, ao lado do Hotel Tambaú, o Salão do Artesanato Paraibano recebeu mais de 18 mil pessoas no primeiro fim de semana da sua 41ª edição, que se estende até 1º de fevereiro. De acordo com a gestora do Programa do Artesanato Paraibano (PAP), Marielza Rodrigues, até o domingo (11), foram registrados R$ 800 mil em vendas in loco.
Para a primeira-dama da Paraíba e presidente de Honra do PAP, Ana Maria Lins, o Salão deve superar as edições anteriores em visitação, arrecadação e visibilidade. “A expectativa é ter uma arrecadação superior aos R$ 4 milhões em vendas que tivemos no Salão do ano passado, e com mais de 120 mil pessoas passando por este local, porque essa é uma época em que o turismo está em alta”, afirmou a primeira-dama, que visitou o evento ontem. Ela também destacou o volume de alimentos doados por visitantes na entrada do local: “Já foram recebidas três toneladas. Ao término do Salão, os donativos serão distribuídos entre entidades beneficentes de João Pessoa”.
A primeira-dama ainda ressaltou o papel da feira como espaço de visibilidade e crescimento profissional, com cada vez mais oportunidades de negócios para seus expositores. “Serve de vitrine para a produção de artesanato do estado, expondo nossa cultura e consolidando-se como um segmento importante de geração de renda e de melhoria de vida para os artesãos”.
Entre os 600 artesãos participantes, a artista têxtil Carolina Piquet faz peças utilizando técnicas de patchwork há mais de 10 anos. Recentemente, ela passou a incorporar elementos da costura criativa em sua produção. “A cada ano, é preciso pensar e criar novidades, para que as coisas não fiquem sempre iguais, e possamos manter o interesse e a curiosidade dos clientes — itens menores, por exemplo, são um foco importante, e costumam vender muito bem”.
A artesã Yanne Maria também produz peças de arte têxtil, com destaque para a técnica de bordado livre. Ela destacou a produção e organização do evento: “O cuidado com o público e com os artesãos foi priorizado, bem como a resolução de eventuais problemas. A divulgação também sempre é muito boa; as pessoas, principalmente os turistas, ficam sabendo do evento, e temos visto um bom fluxo de visitantes, mesmo nos dias de semana”.
Assistência
As mulheres são maioria na produção artesanal do estado. E, para a secretária de Estado das Mulheres e da Diversidade Humana (Semdh), Lídia Moura, a atividade pode, inclusive, ser importante no enfrentamento à violência de gênero. “Mulheres que, por vezes, estão passando por situações desse tipo, encontram no caminho do artesanato uma forma de ter o seu sustento”.
Também presente no Salão, ontem, Lídia frisou a presença da Semdh, com um estande aberto durante toda a feira para prestar assistência a vítimas de violência. “Está sendo feita a distribuição de material informativo. Também temos uma equipe técnica para atender as pessoas e, quando for necessário, fazer encaminhamentos. Tanto em relação às violências contra a mulher, quanto à LGBTfobia e ao racismo, temos esse ponto, que recebe pessoas com uma equipe qualificada”.
*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 14 de janeiro de 2026.
